O papel da brincadeira no desenvolvimento da criança

Porque as crianças brincam?“ A criança começa com uma situação imaginária, que é uma reprodução da situação real, sendo a brincadeira muito mais a lembrança de alguma coisa que realmente aconteceu, que uma situação imaginária nova.

A medida que a brincadeira se desenvolve, observamos um movimento em direção a realização consciente de seu propósito. Finalmente surgem as regras que irão possibilitar a divisão de trabalho e o jogo na idade escolar”. (Vygotsky, 1984)

“Brincando a criança aprende. Os jogos podem ser introduzidos como recursos didáticos importantes na educação infantil, principalmente, o trabalho pedagógico pode basear-se na brincadeira, […] no brinquedo, a criança sempre se comporta além do comportamento habitual de sua idade, além de seu comportamento diário; no brinquedo é como se ela fosse maior do que é na realidade”. (Leontiev, 1988)

Brincar é atividade fundamental da criança. Ela brinca em casa, na escola. Pela brincadeira ela fala, pensa, elabora sentidos para o mundo, para as coisas, para as relações.

As crianças possuem uma natureza singular que as caracteriza por pensarem e sentirem o mundo de um jeito próprio. Nas interações que estabelecem desde cedo com as pessoas que lhe são próximas e com o meio que as circunda, as crianças revelam seu esforço para compreender o mundo em que vivem, as relações contraditórias que precisam e, por meio das brincadeiras, explicitam as condições de vida a que estão submetidas e seus anseios e desejos.

No processo da construção de conhecimento, as crianças se utilizam das mais diferentes linguagens e exercem a capacidade que possuem de terem ideias e hipóteses originais sobre a quilo que buscam desenvolver. E brincando, a criança corre, salta, empurra, faz força, luta, ataca, se defende, presta atenção, raciocina, delibera; todo seu organismo participa dessa atuação de forma global e, em consequência natural, o desenvolvimento da coordenação neuro-muscular, o aperfeiçoamento das acuidades sensoriais, a ativação das grandes funções orgânicas, o incentivo ao desenvolvimento intelectual e à sociabilidade.

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